Pelé, ao despedir-se do futebol, emocionado, clamou para que cuidássemos de nossas crianças. Já se foram 40 anos.
Mas Pelé preocupava-se basicamente com a justiça social. Seu olhar mirava o futuro de crianças mal assistidas e abandonadas. Que em condições melhores pudessem crescer e, assim, tornarem-se grandes homens e mulheres.
O que talvez Pelé jamais pudesse imaginar é que em pleno século 21 estivéssemos assassinando crianças ao invés de proporcionar-lhes um mundo muito mais justo. Perto da crueldade a que estamos vivenciando hoje, o pedido de Pelé soa ingênuo.
Semana passada, no Rio de Janeiro, foi desvendado o “mistério” da morte do pequeno Juan, morto por políciais. Ontem (11/07), em Sorocaba, duas meninas foram brutalmente assassinadas a facadas dentro de casa, no quarto de uma delas. Nem se sabe quem é o assassino.
Bebês são deixados nas ruas. As “mães” nem sequer poupam os indefesos do frio rigoroso ou do perigo de serem esmagados pelas prensas dos caminhões de lixos, pois são colocados em caçambas ou em lugares extremamente gelados.
O que é mais estarrecedor é ver que a violência vem, muitas vezes, de onde nunca poderíamos imaginar: dos próprios pais e parentes próximos. Sem citar vizinhos próximos que somem com crianças da redondeza.
Caro leitor, se você não está atento ao quadro horrendo que estamos pintando é hora de enxergar.
Estamos todos com as mãos manchadas de sangue de crianças indefesas!